A indústria que desbotou

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Perderam as tintas
Quiseram evoluir
E acabaram ficando iguais
O que está por vir?

Esse pensamento
De cor ou de momento
De consumo intenso
Ou de abstração?

É uma tentação
Dispensar a tecnologia
Mas ela tirou a magia
Das cores que teve um dia

Os carros hoje cinzas
Revelam uma verdade
O que antes tinha cor
Hoje transborda sobriedade

Não se sabe se é o medo
A ironia ou o desejo
Hoje eu tenho um carro prata
Sim, a carne é fraca

Essa indústria que hoje em dia
Tinha tudo pra crescer
É agora desbotada
Por que?

Perguntou a pessoa errada.





4 comentários:

Suzana disse...

Antes de mais nada, eu achei muito bonitinho.

Tudo perdeu as cores. Antes fossem só os carros a ficarem assim...
Aí, na tentativa de contrariar aquilo que quase inevitável, eu coloco cor em tudo que me rodeia.

Ridículo é o 'padrão', uma porra de uma fila prateada no meio da marginal. Tô fora!

Vivian disse...

Tipo letra de gabriel o pensador

Vitor Molina disse...

Sim vivian, poesia adaptada a realidade social atual

Papagaio Mudo disse...

vivemos na tal sociedade pós-industrial.
refleché, refletir e sonhar (?)
abraços,

Gustavo

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