segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Olha, acho que hoje chegou o dia de cumprir uma das promessas aqui no blog. O negócio é nonsense. Bom, coisas (aparentemente) sem sentido fazem MUITO sentido pra mim. Sei lá se é porque faço parte do mundo louco dos músicos experimentais, ou porque alguma faísca do meu comburente inconsciente ligou sinapses distantes uma das outras. O negócio é que eu acho tudo isso muito inteligente e engraçado. De longe o humor que me faz mais rir. Lá pelos meus 15 anos, tive contato com dois reis do nonsense: O programa do Djalma Jorge (década de 90 na Jovem Pan) e o Livro "Caneco de Prata" do João Carlos Marinho. Vejam exemplos dessas pérolas:

Djalma Jorge:

“Amigo-lhes! Eu seu ídolo de pano, seu pedacinho de emplastro sabiá estou aqui divulgando o mal de Parkinson”

“Conjugação do verbo 2,5:´um 2,5 , dois 2,5 , três 2,5, nós 2,5, vós 2,5 eles 2,5.”

“Amigo-lhes lhes. Por que as cachoeiras não jorram potes de maisena?”

Caneco de Prata:

“O professor Giovani tinha sete filhos e comeu um macarrão”

“Vamos parar com esse silêncio! Vocês estão pensando que isso aqui é a África?”

“O Brasil, sim, é uma bomba de chocolate cheia de percevejo, colete camafeu e gorro lilás, subindo do barranco e buzinando muito. Adeus para sempre.”

POEIRA I

Sim, o primeiro poeira daqui. Aproveitando o clima nonsense, no sábado estive fazendo brainstorms com a 'rainha das palavras'. Algumas frases do resultado:

“Fui maluca por toda a distância do telhado dançando Zouk e bebendo Heineken azul”

“Havia um detrito de telefone na textura da roupa com que o morcego amarelo cometeu suicídio”

“Apesar da água da garrafa estar verde demais, entrei na cozinha e comi um incenso do amor, esse sim tinha muito medo do fim da América”

3 comentários:

Vivian disse...

Quero ler esse João Carlos Marinho!! estou vendo no estante virtual, ele, além de infanto-juvenil, escreveu poemas. Fiquei curiosa.
Você tem que ler Histórias de Cronópios e de Famas do Julio Cortázar. Vai gostar, não chega a ser tão nonsense assim, mas é muito bom.

Engraçado que brainstorm faz a cabeça trabalhar bastante, enquanto a mesma frase poderia ter sido escrita insonemente, sem ter noção do que se trata.

Suzana disse...

Mas Vitor, eu ainda acho que as siriguelas [leia-se sirigüelas] deveriam pentear melhor as unhas encravadas afim de evitar areia no mingau. Quem sabe assim os capacetes conseguem tirar melhor proveito do filme pornô barato, não é mesmo?

Gaby Almeida disse...

deu até vontade de ler... interessante isso...

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