Um beijo hipócrita pra você mulher que sai com todo mundo e acha que os homens são todos galinhas.
Um beijo hipócrita pra você homem que diz nunca ter traido para própria amante.
Um beijo hipócrita pra você que não vê televisão e sabe tudo que acontece na novela.
Um beijo hipócrita pra você que odeia sertanejo e se toca na balada você canta todas as letras.
Um beijo hipócrita pra você que odeia se meter na vida dos outros e vê Big Brother.
Um beijo hipócrita pra você que sempre diz que não tem dinheiro e gasta tudo no shopping.
Um beijo hipócrita pra você vegetariano que joga lixo na rua.
Um beijo hipócrita pra você que não acredita em Deus e reza pra ele quando a coisa aperta.
Um beijo hipócrita pra você que acha que o trânsito de São Paulo tem jeito e não consegue sair sem carro.
Um beijo hipócrita pra você que não admite coisa errada e compra a renovação da CNH.
Um beijo hipócrita pra você que acha que todos políticos são iguais e não sabe em quem votar.
Um beijo hipócrita pra você que odeia o Brasil nos 3 anos que não tem Copa do Mundo.
Um beijo hipócrita pra você que não tem tempo pra nada e fica o dia inteiro no twitter.
"Pra falar de "pôr-de-sol", sempre imaginamos uma pedra, uma montanha, talvez o mar. No máximo uma companhia. O penico fica embaixo da cama, a cabeça fica em cima do travesseiro. O joelho fica no meio da perna. O caos vem da troca dessa ordem.
Dois ou um! Dois. Reais. Dólares. Euros. Chutes. Braços. Dedos? Umbigo, "doisbigos". Levará susto, comerá pó, respirará malte. Era uma vez, eram duas vezes, varizes e brônquios.
Os primeiros serão os últimos, serei último então, demora mais e chega primeiro. Melhor do que continuar espirrando os impasses e respirando malte. A dor de que ama, chama. Esqueça a lama, primeiro as damas, ou os dramas."
POEIRA V- O que é pior do que um professor analfabeto?
Eu paro todo dia lá há 8 meses e só fui comprovar hoje. Já tinha reparado que ele não entrava nos carros (tirando as vezes que eu peguei ele descansando e ouvindo som no meu, grr). Outro dia parei o carro no meio da rua porque não tinha vaga e ele não pegou pra manobrar, eu olhei pra trás e ele estava do lado de fora acenando para os outros veículos desviarem do meu. Achava tudo isso muito estranho, até que hoje comprovei.
Estava eu saindo do meu trabalho mais cedo porque acabou a luz. A maior chuva, temporal. Cheguei ao estacionamento, que é coberto (ainda bem), peguei as chaves e entrei no carro. Mas tinham 2 carros na minha frente e 2 manobristas (o ser que eu falei e mais um). É matemático, cada um manobra um e fim, eu saio com o meu. Acontece que o manobrista entrou em um dos carros e o ser da história sumiu. Eis que depois de uns 5/10 minutos ele chega acompanhado e molhado (por causa da chuva) de um AÇOUGUEIRO. Adivinhem o que aconteceu? Sim, o açougueiro manobrou o segundo carro, e o ser ficou olhando pra chuva. Na hora que estava passando por ele até conferi se ele não estava com o braço ou a perna quebrados e por isso não podia manobrar. Mas não, ele estava em perfeito estado. Fato comprovado: ele não sabe dirigir.
Agora pense: Quantas pessoas que não exercem suas funções estão trabalhando em cargos incompatíveis? Falta mão-de-obra qualificada. Se continuar assim teremos professores analfabetos e dentistas banguelas.
Minhas lichias não são capitalistas
Meu pai chegou de viagem da minha chácara e trouxe, nada menos do que, umas 500 lichiais. Pra quem não sabe é uma fruta oriental com gosto de uva, jabuticaba, coco e...sei lá. Isso não importa. O que importa é que ela custa nos mercados de 12 a 30 reais o quilo! E eu tinha ali, 500 lichias na minha frente e de graça, colhidas do pé (do meu pé). Elas me fizeram regredir ao pensamento simples: do plantar, colher, comer. Ficaram até mais gostosas (inconscientemente ou não) sem o sabor dos custos operacionais e dos valores agregados. Deu vontade de plantar tudo no quintal de casa (que quintal??) e não comprar mais nada no supermercado.
Bom, não foi uma decisão ter parado de escrever. No começo até foi falta de tempo, de idéias. Depois foi falta de vontade, falta de interesse e excesso de preguiça.
Estou de volta. Nesse tempo;
- Tive algumas dúvidas sobre sentimetnos humanos (como sempre, mas foram dúvidas novas)
- Tive um relacionamento mais sério
- Mudei de trabalho, estou numa agência
- Pensei em várias idéias, mas não concretizei nenhuma
- Fiz 22 anos, parabéns!
Prometo a mim e a vocês, novos posts daqui pra frente.

Quiseram evoluir
E acabaram ficando iguais
O que está por vir?
Esse pensamento
De cor ou de momento
De consumo intenso
Ou de abstração?
É uma tentação
Dispensar a tecnologia
Mas ela tirou a magia
Das cores que teve um dia
Os carros hoje cinzas
Revelam uma verdade
O que antes tinha cor
Hoje transborda sobriedade
Não se sabe se é o medo
A ironia ou o desejo
Hoje eu tenho um carro prata
Sim, a carne é fraca
Essa indústria que hoje em dia
Tinha tudo pra crescer
É agora desbotada
Por que?
Perguntou a pessoa errada.
Não é uma questão de educação
Uma coisa que tem me irritado muito ultimamente são pessoas que estabelecem somente uma linguagem fática com outras que o referencial é sempre o mesmo. Vou explicar. Tem uma atendente no caixa, aí o cara vai lá e: “Um pão de queijo”. FIM. Tratou aquele ser atendente como um robô que recebe ordens e dá o troco conforme o dinheiro pago.
Não é a toa que muitos empregos estão sendo engolidos pelas máquinas. Já viu como é no supermercado, e no táxi, e no elevador, e no médico. As pessoas viram funções, e não pessoas. Não é uma questão de educação. Veja: “Por favor, um pão de queijo. Obrigado”.Nem só de cordialidade “Por favor, querida, um pão de queijo. Obrigado”. E nem só de assunto “Vai chover hoje, né? Por favor, um pão de queijo, querida. Obrigado”. Claro que essas últimas opções melhoram. E muito.
Um dos motivos de quem lida com público ser irritado e mal-humorado é esse, acordar sabendo que os pedidos, as conversas, as reclamações vão ser as mesmas. É uma rotina forçada. Nem quero me imaginar na pele deles.
Por isso eu digo, divulgue sua simpatia, suas sinceridades, seus assuntos com aqueles que antes passavam despercebidos no seu dia-a-dia. De um tempo pra cá tenho me dado bem com isso. Não sou de dar conselhos, mas acho que esse vale a pena. Ou pelo menos alivia minha raiva.
Labels
- viver (14)
- metalinguistica (13)
- diálogo (9)
- organizar (9)
- poeira (9)
- ideias blogger (8)
- coincidencia (6)
- dúvida (4)
- poesia (4)
- nonsense (3)
- nostalgia (3)
- bloco (2)
- carros (2)
- fotos (2)
- indústria (2)
- gelo (1)
- pictag (1)
- tecnologia (1)
Categorias
- bloco (2)
- carros (2)
- coincidencia (6)
- diálogo (9)
- dúvida (4)
- fotos (2)
- gelo (1)
- ideias blogger (8)
- indústria (2)
- metalinguistica (13)
- nonsense (3)
- nostalgia (3)
- organizar (9)
- pictag (1)
- poeira (9)
- poesia (4)
- tecnologia (1)
- viver (14)
Páginas
Mas quem sou eu?
- Vitor Molina
- São Paulo, Brazil
- 22 anos. Escrevo cantando, canto escrevendo. Toco desenhando, desenho tocando. Tenho idéias dispersas dentro de um contexto. Fora de um, tenho boas idéias. Quando elas se juntam elas estão aqui. E quando não, também.